«I Love Kuduro», a origem de um movimento

kuduro

Os realizadores de Complexo: Universo Paralelo,  filme vencedor do prémio de Melhor Filme Internacional na categoria de Direitos Humanos no Artivist International Film Festival de Hollywood (2011), estão de volta para entrarem de cabeça em mais uma cultura emergente, depois da favela do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, levam-nos até à urbana Luanda, em Angola.

O mais recente documentário de Mário e Pedro Patrocínio chama-se  I Love Kuduro. 

O primeiro contacto do realizador com o culto do Kuduro remonta aos seus tempos de faculdade, em meados dos anos 90, quando frequentava locais como “Mussulo”, desde  aí que surgiu a vontade de fazer um documentário sobre o tema:

Sempre me interroguei de onde viriam aqueles beats frenéticos com animações sem nexo, que punham toda a gente a dançar e nos faziam viajar. Queria saber como era feito, quem eram os verdadeiros protagonistas e artesãos daquele som, – Mário Patrocínio .

Dez anos depois de Mário Patrocínio ter estado em em Luanda após a Guerra Civil Angolana e altura em que movimento cultural estava fervescente – este conheceu conheceu o produtor Coréon Dú, que partilhava a vontade de contar a história deste fenómeno:

Desde cedo reparei que o Kuduro nunca deixou ninguém indiferente nas várias partes do mundo por onde passei e compartilhei os sons da minha terra natal. Este filme é um gesto que reflete um pouco da cultura do país onde nasci e da geração da qual faço parte. –  Coréon Dú.

I Love Kuduro desvenda a origem do mais popular movimento cultural urbano de Angola. O documentário retrata a forma como se propagou de Angola para o mundo e o que gira em torno desta cultura urbana Luandense. O trabalho, que decorreu durante seis meses, permitiu o contacto e o acompanhamento privilegiado dos expoentes máximos do movimento angolano, onde se incluem nomes como Nagrelha, Príncipe Ouro Negro e Presidente Gasolina, Tchobari, Francis Boy, Cabo Snoop, a irreverente Titica, o precursor Hochi Fu e os padrinhos do ritmo, Tony Amado e Sebem. À perspetiva das mais idolatradas estrelas “Kudurenses”, junta-se ainda a de outras personalidades como os estilistas Tekasala e Shunnoz, que também dão o seu parecer sobre o Kuduro e o apresentam enquanto identidade cultural e visual.

I Love Kuduro foi selecionado o Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, o maior evento cinematográfico da América Latina, integrando a secção Midnight Música  e teve estreia mundial no dia 30 de Setembro.

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