From Angola To The World: «I Love Kuduro» em exibição nas salas nacionais

I Love Kuduro

Estreado esta semana, I Love Kuduro é um coprodução portuguesa e angolana que retrata o fenómeno do kuduro em Angola.

Três anos depois do premiado Complexo – Universo Paralelo, os irmãos Mário e Pedro Patrocínio voltam ao grande ecrã com uma nova produção. Chama-se I Love Kuduro, estreou-se com grande sucesso no festival internacional de cinema do Rio de Janeiro, o maior festival de cinema da América Latina, esgotou a sessão no Doclisboa e foi selecionado para diversos de festivais de cinema por todo o mundo, incluindo o Festival Internacional de Cine en Guadalajara, considerado o festival de cinema de maior prestígio na América Latina e dos mais importantes festivais de cinema de língua espanhola do mundo, e o HotDocs International Documentary Festival, o maior festival de documentários da América do Norte. No Brasil, I Love Kuduro ganhou recentemente o prémio de Melhor Fotografia Documentário no Cineport – Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa. No dia 18 de setembro, o filme que promete não deixar ninguém indiferente à “febre” do kuduro chega finalmente às salas de cinema. O documentário sobre o fenómeno que arrasta multidões em Angola e que se começa a espalhar um pouco por todo o mundo resulta de uma coprodução entre a BRO, dos irmãos Patrocínio, e a empresa angolana Da Banda.

Com a realização de Mário Patrocínio e a direção de fotografia de Pedro PatrocínioI Love Kuduro retrata a origem do kuduro, a forma como se propagou de Angola para o mundo e o que gira em torno desta cultura urbana luandense. O trabalho, que decorreu durante seis meses, permitiu o contacto e o acompanhamento privilegiado dos expoentes máximos do movimento angolano, onde se incluem nomes como Nagrelha, Príncipe Ouro Negro e Presidente Gasolina, Tchobari, Francis Boy, Cabo Snoop, a irreverente Titica, o precursor Hochi Fu e os padrinhos do ritmo, Tony Amado e Sebem. À perspetiva das mais idolatradas estrelas kuduristas, junta-se ainda a de outras personalidades como os estilistas Tekasala e Shunnoz, que também dão o seu parecer sobre o kuduro e o apresentam enquanto identidade cultural e visual.

Esta é a segunda vez que a BRO leva um documentário às salas de cinema. O primeiro filme da produtora, sobre a realidade da favela, foi o documentário mais visto do ano nos cinemas portugueses em 2011 e o segundo filme mais visto quando comparado com filmes de ficção. Complexo – Universo Paralelo foi ainda distinguido com os prémios de Melhor Filme Internacional na categoria de Direitos Humanos no Artivist International Film Festival em Hollywood (2010), Prémio do Público no Cabo-Verde International Film Festival (2010), Melhor Documentário no Festival Caminhos do Cinema Português (2012), e recebeu uma Menção Honrosa pela International Federation of film Societies no Festival Caminhos do Cinema Português, em 2012. Recorde-se que Complexo – Universo Paralelo foi o resultado final de três anos destes dois irmãos inseridos na favela do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, uma das favelas mais emblemáticas e perigosas do mundo. O filme, que os levou do anonimato para Hollywood foi apenas o primeiro passo desta dupla portuguesa.

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