«Labirinto de Mentiras»

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O ângulo a partir do qual se abordam os horrores do holocausto e em particular de Auschwitz. O retrato do processo que permitiu desvendar algo que só não era visível para quem não queria ver, bem subsumido na frase “este país quer cobertura de açúcar, não quer a verdade”. A ideia bem transmitida de culpa colectiva e de que o silêncio perante a atrocidade também é conivente e, assim, uma forma de crime. A metáfora da Alemanha como um casaco rasgado que se procura remendar é bastante óbvia mas eficaz e nem por isso menos poderosa. A estreia do realizador Giulio Ricciarelli na longa metragem, particularmente inspirada em termos de montagem, que nunca deixa o filme cair na monotonia, de fotografia e de ângulos de câmara diversificados que acentuam o carácter labiríntico da trama.
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A relação de Johann Radmann (Alexander Fehling) com Marlene (Friederike Becht) é quase sempre acessória e proporciona alguns dos momentos menos conseguidos (o diálogo durante a cena de sexo e o plano em tronco nu junto à janela na manhã seguinte são os exemplos mais incontornáveis). Certos apontamentos humorísticos, pese cumpram o propósito, não parecem encaixar bem no espírito do filme. A tentativa excessiva de heroicizar o protagonista, nem sempre capaz de comportar todo o sentimento de uma nação dorida e envergonhada pelo seu passado.

 Classificação (0-10): 7

 

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