«Danny Collins Nunca é tarde»: onde a realidade se funde com a ficção

256924_pt  Danny Collins Nunca é tarde, é escrito e realizado por Dan Fogelman, que tem uma carreira sólida enquanto argumentista e produtor (assinou o argumento de Amor, Estúpido e Louco), mas que se estreia na realização  com este drama/comédia. O filme é baseado na história verídica de Steve Tilston, um cantor Country americano, que recebe uma carta que lhe tinha sido endereçada há 40 anos antes por John Lennon. No início, o cantor apelidado no filme de Danny Collins, estaria num altura crítica da sua carreira onde tinha uma escolha a fazer: ou seguia a fama e submetia o sua arte à vontade dos estúdios, ou se mantinha fiel a si mesmo e arriscava o declínio da sua carreira. Ao ser entrevistado numa revista, Danny comenta que se um dia fosse muito famoso isso afectaria a sua arte. Depois de ouvir a sua música bem como a entrevista, Lennon, escreve uma carta a convidá-lo para uma conversa em sua casa, com a intenção de o motivar a ser autêntico. Com esta premissa o filme explora o que acontece em inúmeras carreiras de artistas que se vêem questionados pela escolha entre a autenticidade do seu trabalho e arte versus o entretenimento barato que o sistema tenta impor. Al Pacino (Danny Collins) interpreta o cantor septuagenário que ainda a vive do sucesso dos seus êxitos passados, com tudo o que o dinheiro pode comprar.

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Quando a carta lhe é finalmente entregue pelo seu agente (Christopher Plummer), isso faz com que ele reavalie toda a sua vida e tente aproximar-se mais da sua essência e não apenas da sua superfície. Danny decide cancelar a digressão e aloja-se no hotel de uma pequena cidade de Nova Jérsia para tentar redescobrir o seu amor pela música e a família. O argumento aborda a relação distante entre um pai, que era apenas um cantor famoso que teve uma relação desprotegida com uma rapariga e a engravida, e o filho, que perde um pai para a fama. A dinâmica entre  Al Pacino, o pai, e  Bobby Cannavale, o filho, é muito credível e sem dúvida que este núcleo familiar acrescenta uma dimensão maior e mais profunda ao argumento apimentado pela premissa com o nome de Lennon. Danny Collins Nunca É Tarde conta ainda no elenco com Annete Bening  vencedora de um Globo de Ouro para melhor atriz em Os Miúdos estão bem (2010)  e Jennifer Garner, conhecida pelo papel em O Clube de Dallas. Um filme positivo sobre quem somos e o que realmente queremos ser, com uma mensagem tão cliché como verdadeira, nunca é tarde… Para aguçar a curiosidade partilhamos duas entrevistas, a primeira com Steve Tilston e a segunda com Al Pacino que nos falam sobre a história verdadeira e a ficcional.

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