Doclisboa’17: um olhar sobre a programação

Mais uma vez, o mundo em Outubro cabe todo em Lisboa. Chegado à sua 15ª edição, o Doclisboa realiza-se de 19 a 29 deste mês e volta a estar presente em toda a cidade, da Culturgest ao cinema São Jorge, da Cinemateca Portuguesa ao Cinema Ideal, da Fundação Oriente ao Museu Coleção Berardo. Desafiando as suas próprias fronteiras, o festival de tradição documental este ano abre e encerra com duas longas-metragens de ficção e em português: começa com Ramiro, de Manuel Mozos, que conta a história de um alfarrabista português, e termina com Era Uma Vez Brasília, de Adirley Queirós

Na Competição Internacional estarão 18 filmes, 5 dos quais em estreia mundial; Axel Salvatori-Sinz, John Bruce e Pawel Wojtasik, Ileana Dell’Unti, Camila Rodríguez Triana, Juliette Achard. Nesta selecção de obras, de diferentes formatos e durações, Valérie Massadian e Filipa César são as presenças portuguesas. Na Competição Portuguesa estarão Inês Oliveira, Catarina Botelho, Paulo Abreu, Margaux Dauby, Diogo Pereira, Nathalie Mansoux, João Canijo e Anabela Moreira, Silas Tiny, Ico Costa e Cristina Hanes.

Da Terra à Lua, traz os mais recentes filmes de realizadores chave do panorama documental da actualidade, fora de competição. Além dos filmes já anunciados de Wang Bing, Frederick Wiseman, Claude Lanzmann e Barbet Schroeder, realçamos Dawson City: Frozen Time, de Bill Morrison. Destacamos também An Incovenient Sequel: Truth to Power, de Bonni Cohen e Jon Shenk, sobre a luta de Al Gore pelas questões climáticas. A Mim, de Anabela Moreira, terá a estreia mundial nesta secção.

Nos Riscos, Fernand Déligny, nome maior da educação especial cujo trabalho influenciou François Truffaut em O Menino Selvagem, é alvo de um programa. De Jean Luc Godard chegará a cópia recentemente restaurada de Grandeur et décadence d’un petit commerce de cinémaPierre Hebért traz Le Film de Bazin, ensaio sobre o filme inacabado do mentor da Nouvelle Vague André Bazin. O realizador convidado George Clark irá mostrar Sea of Clouds e A Distant Echo. Sublinhamos ainda Quem é Bárbara Virgínia?, de Luísa Sequeira, sobre a primeira realizadora portuguesa, e o regresso de Luke Fowler. Sharon Lockhart também integra a secção Riscos e as Passagens. 

No Heart Beat é central o foco Andres Veiel. A propósito do seu último filme, Beuys, apresentam-se três trabalhos do realizador sobre o processo artístico. Mark Kidel mostra Becoming Cary Grant e Fernanda Pessoa, em Histórias que o nosso cinema (não) contava fala da “pornochanchada”, género cinematográfico em voga no Brasil nos anos 70.

O Cinema de Urgência apresenta o foco B’Tselem, o colectivo israelita formado em 1989 com o intuito de denunciar as violações dos direitos humanos perpetradas Pelo Estado Israelita sobre a Palestina.

Programação completa com horários e sinopses aqui.

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