BROKER: as relações são a nossa casa

O mais recente filme do realizador japonês Hirokazu Koreeda (Shoplifters 2018) leva-nos num roadmovie pela Coreia do Sul aos limites da moral e dos bons costumes, um tema transversal ao seu trabalho, mas agora num ambiente diferente. O título do filme refere-se à atividade das personagens principais, dois “brokers”, que desviam crianças que seriam entregues a um orfanato vendendo-as diretamente a casais ricos que não podem ter filhos biologicamente, circundando a burocracia do sistema de adoção.

Em Broker somos questionados sobre a moral/legalidade da adoção, os modelos de família e se parentalidade. Onde num primeiro vislumbre tudo parece abjeto, a cada paragem desta viagem, as personagens vão sendo cada vez mais aprofundadas, humanizadas, tornando-se fácil perceber que acima de tudo viver é complexo. Koreeda vem sendo um mestre a trabalhar o ritmo e as camadas de histórias marginais que têm um aspeto crú, mas que são ricas em cores de drama e comédia, de violência e gentileza, aproximando os espetadores a todos os seus personagens e tornando cada um dos seus filmes um ato de compaixão.

It’s all about the actors. Me and Song Kang-ho have been talking about doing something together for almost 10 years, trying to find a good subject to tackle from time to time. One day, I came up with the idea of “baby box” as a motif, then once I understood that “Baby Box” was already established in Korean society, I gathered all the Korean actors including Song Kang-ho to tackle this topic, which was almost six years ago. – Hirokazu Kore-eda in interview.

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