Queer Lisboa 20ª edição: Programação

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O mês de setembro é um mês cheio de motivos de celebração para o cinema e para os festivais de cinema portugueses, depois dos dez anos do MOTELX, festejamos os vinte anos do Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer. Realiza-se de 16 a 24 de setembro no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema a 20.ª edição do Queer Lisboa. 

Serão exibidos um total de 114 filmes de 27 países, e incluindo a retrospetiva Jarman and the Last of England, os grandes fenómenos como Absolutely Fabulous: The Movie que é exibido na sessão de abertura.

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A adaptação ao cinema da mítica série de culto britânica sobre a dupla Eddy (Jennifer Saunders, criadora da série) e Patsy (Joanna Lumley) será precedida na noite de abertura pelo espetáculo teatral 50. Orlando, ouve, escrito e dirigido por André Murraças, sobre o tiroteio que teve lugar na discoteca Pulse e que contará com a presença de vários atores e personalidades em palco, numa homenagem às vítimas do massacre. Entre os nomes confirmados estão Anabela Brígida, Cucha Carvalheiro, Inês Maria Meneses, Manuel Moreira, Rui Maria Pêgo, Vera Kalantrupmann, Victor D’Andrade, entre outros. A sessão de encerramento conta com a estreia nacional de Looking: The Movie (EUA), filme de Andrew Haigh que conclui a história que nasceu como uma série televisiva da HBO que foi um grande fenómeno de popularidade. O Queer Lisboa 20 pauta-se ainda pelo regresso da secção Panorama, onde se estreia o filme Grandma, protagonizado pela célebre atriz Lily Tomlin, nomeada para melhor atriz nos Globos de Ouro de 2016.

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Nesta secção serão ainda exibidos Goat, um dos mais recentes filmes produzidos por James Franco, realizado por Andrew Neel e protagonizado pelo também cantor Nick Jonas, bem como La Belle Saison, filme de Catherine Corsini sobre duas mulheres que se apaixonam em Paris no epicentro do movimento feminista parisiense dos anos 1970. A dupla brasileira Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, voltam a estar representados no festival com O Ninho. A mais recente curta dos realizadores, O Último Dia Antes de Zanzibar, também integra a Competição de Curtas-Metragens.

A música volta com a secção Queer Pop, com dois programas centrados em Freddie Mercury e Annie Lennox, e de como ambos esbateram fronteiras entre as identidades masculina e feminina, e ainda com o programa Left To Our Own Devices, composto por alguns dos mais emblemáticos telediscos realizados por Derek Jarman.

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Assuntos como o isolamento na América profunda – AWOL (EUA), de Deb Shoval – , a liberdade sexual num contexto opressor – Barash (Israel), de Michal Vinik –, as famílias homoparentais – Rara (Argentina, Chile), de Pepa San Martín – os conflitos entre tradição e desejo pessoal – Spa Night (EUA), de Andrew Ahn –, a temática do VIH/Sida e da Profilaxia Pós-Exposição – Théo et Hugo dans la même bateau (França), de Olivier Ducastel e Jacques Martineau –, ou o despertar da sexualidade no meio indígena brasileiro – Antes o Tempo Não Acabava (Brasil, Alemanha), de Sérgio Andrade e Fábio Baldo – são abordados nalguns dos filmes que integram a Competição de Longas-Metragens. Sérgio Andrade estará no festival a apresentar o seu filme, bem como Händl Klaus, realizador que venceu o Teddy Award, na Berlinale, com Kater (Áustria), longa-metragem que também faz parte desta Competição.

Para a Competição de Documentários, Waiting for B. (Brasil), de Paulo César Toledo e Abigail Spindel, filme sobre um grupo de fãs de Beyoncé que espera durante semanas à porta do Estádio do Morumbi, em São Paulo, pelo concerto da cantora, é um dos títulos selecionados, numa exibição que contará com a presença de Toledo. Já o espanhol Marc Serena que, com Pablo García Pérez de Lara, traça em Tchindas (Espanha, Cabo Verde) um retrato da vivência queer em Cabo Verde, estará no festival a apresentar o seu documentário. A Competição de Documentários aborda ainda temáticas como a patologização da homossexualidade na Europa dos nossos dias – Bolesno (Croácia), de Hrvoje Mabić –, a luta pelos direitos civis numa comunidade rural de Myanmar– Irrawaddy Mon Amour (Itália), de Valeria Testagrossa, Nicola Grignani e Andrea Zambelli –, o processo de transição de género de um jovem músico norte-americano – Real Boy (EUA), de Shaleece Haas –, ou uma original abordagem à saída do armário – Coming Out (EUA), de Alden Peters, entre outras.

O festival terá três master classes, duas exposições, duas performances e um debate sobre a vida e obra do cineasta Derek Jarman, com a presença de alguns dos seus colaboradores mais próximos, completam as atividades paralelas. A destacar ainda a Carte Blanche oferecida à atriz Susanne Sachsse ou o desafio lançado a vários artistas para captarem uma fotografia que ilustre o espírito transgressor de 20 anos do festival, o que resultará numa exposição que estará patente no Cinema São Jorge.

Além do Queer Lisboa, em 2016 a Associação Cultural Janela Indiscreta realizará também, de 5 a 9 de outubro, a segunda edição do Queer Porto – Festival Internacional de Cinema Queer.

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